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Cafeína - 29/07/2008
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A cafeína vem sendo estuda por pesquisadores do mundo inteiro, quanto a seu real poder de atuação no sistema muscular, neural, e na performance esportiva. Nos últimos achados foram constatadas facilitação da lipólise (utilização de gorduras como fonte de energia), aumento do estímulo no sistema nervoso central, facilitação da contração muscular, e ação nas reservas de glicogênio.

Em um estudo (IVY et al., 1979) foi demonstrado que 250mg de cafeína foi associada a um aumento de 7% na quantidade de trabalho produzida em 2h de exercício em bicicleta isocinética. Esse estudo sugere que a cafeína causou um aumento na disponibilidade de ácidos graxos livres para o músculo, resultando em um aumento da taxa de oxidação de lipídios para a energia. Desta forma, utilizando-se mais lipídios para a produção de energia a utilização do glicogênio muscular poderia ser reduzida retardando a fadiga.

A hipótese atualmente aceita para essa ocorrência da facilitação da contração muscular estabelece que a cafeína age sobre o retículo sarcoplasmático aumentando sua permeabilidade ao cálcio, tornando este mineral prontamente disponível para o processo de contração muscular. Assim, é provável que a cafeína possa influenciar a sensibilidade das miofibrilas ao cálcio (Roy et al.,1994; Pinto, Tarnopolsky, 1997). Segundo Pagala e Taylor (1998), o mecanismo de ação do cálcio induzido pela ação da cafeína parece agir de forma diferenciada nas fibras musculares do tipo I e II, visto que as fibras de contração lenta (tipo I) são mais sensíveis à ação da cafeína do que as fibras musculares de contração rápida (tipo II).

A explicação para a agilidade que a cafeína imprime na transformação de glicose em glicogênio ainda não está clara, de acordo com os autores do trabalho. Mas eles lembram que a cafeína ativa a circulação sanguínea e também estimula a atividade de algumas enzimas ligadas à recuperação muscular, como a kinase. Também sabemos que a cafeína poupa o glicogênio porque aumenta a queima de gordura.

 
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